Destaque Nini Satar escapa de tentativa de assassinato na B.O

Nini Satar escapa de tentativa de assassinato na B.O

Houve tentativa de assassinato de Nini Satar no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança, vulgo B.O. Em conexão com o caso, dois agentes da Unidade de Intervenção Rápida foram detidos.

Tudo terá ocorrido há cerca de um mês. Orquestrou-se um esquema de que devia resultar no assassinato de Momade Assife Nini Satar, no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança.

Porém, tal como apurámos de fontes próximas a Nini Satar, o plano foi descoberto e abortado pelo Serviço Nacional Penitenciário. Desde então, a Procuradoria-Geral da República desencadeou uma acção investigativa.

Da investigação, resultou a detenção, no último domingo, de dois suspeitos, supostamente pertencentes à Polícia da República de Moçambique, afectos à Unidade de Intervenção Rápida. A investigação ainda não foi conclusiva e a PGR procura saber: afinal, quem quer matar Nini Satar?

Enquanto não se responde a essa pergunta, sabe-se que, pelo menos, os agentes da Unidade de Intervenção Rápida, supostamente envolvidos, não pretendiam ser eles a executar a “tarefa”. Teriam confiado, diga-se, essa função a alguns reclusos da própria B.O., alguns dos quais, antigos agentes policiais.

O “O País” apurou, ainda, que, para convencer os reclusos a entrarem no esquema, os agentes teriam dito que a ordem era de superiores e que vinha de quadros de instituições do Estado, como a Procuradoria-Geral da República. No entanto, segundo a nossa fonte, a estas alturas, Nini Satar já tem o esclarecimento de que não houve mão de nenhuma dessas instituições. Sobre este assunto, a PGR diz que é um caso ainda em fases sensíveis, pelo que não pode pronunciar-se a respeito.

Recomendado para si:  Governo finaliza plano de reconstrução pós-cheias 2026

Momade Assife Nini Satar é um dos condenados pelo envolvimento no assassinato do jornalista Carlos Cardoso, ocorrido em Novembro de 2000. Nini Satar foi condenado a 24 anos de prisão, mas saiu em liberdade condicional em 2014, cumprida metade da pena, por bom comportamento.

Sucede que, em 2015, ele pediu para ir à Índia, onde ia tratar de questões de saúde. De lá terá seguido rumos desconhecidos pelas autoridades e, para a sua localização, foi preciso accionar a Interpol. Nini Satar foi encontrado na Tailândia e trazido a Moçambique em 2018. Cumpre, agora, 12 anos de prisão e já com outros crimes, como roubo, falsificação de documentos e sequestros.

Destaques da semana