O Ministério da Saúde (MISAU) está a reforçar o sistema de vigilância de doenças diarreicas e malária, sobretudo, nas zonas afectadas pela depressão tropical Ana para uma resposta imediata, em caso de surgimento de surto destas enfermidades.
Enquanto isso, as delegações provinciais trabalham na educação para a saúde, sensibilizando as comunidades para a prevenção destas patologias, segundo explica Benigna Matsinhe, directora nacional adjunta de Saúde Pública, no MISAU.
Para esta entidade, as regiões norte e centro do país, mais afectadas por este evento climatérico, requerem, neste momento, maior atenção principalmente devido às inundações que podem contribuir para o surgimento de doenças comuns em tempo chuvoso.
Em Moçambique, a malária e diarreias são endémicas e constituem umas das principais causas de internamento. Por exemplo, nos primeiros nove meses de 2021, o país registou 7.830.810 casos de malária contra 9.089.404 de 2020 e 341 óbitos contra 460 de 2020, o que representa uma redução de casos em 14 por cento e de óbitos, em 26 por cento.
Para além disso, quase todos os anos, há registo de surtos de cólera sobretudo nas províncias de Cabo Delgado e Sofala. Dados da Saúde mostram que, em 2020, foram notificados 3621 casos de cólera e 41 óbitos e, nos primeiros nove meses de 2021, houve registo de 5067 casos e 19 óbitos por cólera.















