A organização não-governamental (ONG) Centro para Democracia e Desenvolvimento acusou a polícia de ter tentado impedir o edil de Quelimane, e três embaixadoras de realizarem um passeio de bicicleta alusivo à conferência do clima COP26.
A nota de repúdio do Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD) segue-se à circulação nas redes sociais de um vídeo em que um oficial da polícia ordena a agentes para barrarem com uma viatura a passagem da bicicleta conduzida pelo autarca de Quelimane, Manuel de Araújo, na quarta-feira, após uma discussão entre ambos sobre a decisão da Polícia da República de Moçambique (PRM) de impedir a passeata.
No vídeo, Manuel de Araújo disse ao polícia que telefonou à ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, a dar-lhe conta da atitude dos agentes.
Macamo terá dito ao autarca para comunicar o sucedido ao governador da província da Zambézia, Pio Matos.
Enquanto o oficial da polícia e Manuel de Araújo se envolviam numa altercação, esperavam a uns metros em cima das bicicletas as embaixadoras da Suécia, Canadá e Finlândia.
A passeata de bicicleta acabou por se realizar, após o incidente.
Qualificando o episódio de “vergonhoso”, o CDD lamenta que apenas depois de uma intervenção das autoridades centrais o autarca e as diplomatas tenham realizado a passeata, “pedalando” nas suas bicicletas.
A organização acusa a Frelimo, partido no poder, de manipular a polícia com propósitos políticos, numa referência ao facto de Manuel de Araújo ser autarca de Quelimane eleito pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição.

















