O CREDIT Suisse, um banco com sede em Londres, assumiu o compromisso de perdoar 200 milhões de dólares norte-americanos da dívida de Moçambique.
O compromisso foi assumido na audição que decorreu na última terça-feira num tribunal em Brooklyn, em Nova Iorque, onde a Autoridade de Conduta Financeira (FCA) dos Estados Unidos, decidiu aplicar uma multa de 475 milhões de dólares ao Credit Suisse, um dos bancos envolvidos no processo de financiamento que lesou o Estado moçambicano em 2,2 mil milhões de dólares.
Em comunicado, a FCA explica que a multa resultou de um acordo com os dois bancos e reflecte o impacto das “transacções contaminadas.”
A FCA justifica a decisão de penalizar o Credit Suisse com o facto de esta instituição financeira ter reconhecido que cometeu falhas na gestão adequada do risco de crime financeiro no seu negócio com Moçambique.
Entretanto, um outro banco, o russo VTB Capital plc, anunciou ter celebrado um acordo com a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), que encerra a investigação desta entidade sobre o envolvimento do VTB numa série de transacções com Moçambique .
De acordo com a mesma informação, um empreiteiro que forneceu barcos e equipamento à EMATUM e que recebeu o produto do empréstimo do Credit Suisse pagou comissões de aproximadamente 50 milhões aos banqueiros do Credit Suisse e subornos de aproximadamente 100 milhões de dólares a funcionários moçambicanos, desviando os recursos dos empréstimos obtidos de investidores.
















