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Caso dívidas ocultas: Julgamento adiado por cinco dias

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo adiou a retoma do interrogatório ao antigo diretor da Inteligência Económica dos serviços secretos moçambicanos, para permitir que o novo advogado do arguido consulte os autos dentro de cinco dias.

“Quando vim para esta audiência já sabia que não haveria audiência” e “já sabia que esse era o argumento”, declarou Efigénio Baptista, juiz do julgamento do processo principal das dívidas ocultas.

Baptista explicou que a lei dá cinco dias para um arguido escolher um novo advogado, em caso de impedimento do anterior, e concede o mesmo prazo para que o novo causídico consulte o processo.

Face à situação, o interrogatório ao antigo diretor da Inteligência Económica do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE) e arguido no caso das dívidas ocultas António Carlos do Rosário será retomado no dia 28, afirmou o juiz

O prazo conta contar a partir de sexta-feira, com exceção de quarta-feira, dia de habitual pausa nas audiências.

Rosário disse hoje ao tribunal que nomeou Isálcio Mahanjane como seu novo advogado, depois de o seu anterior defensor Alexandre Chivale ter sido afastado do caso pelo tribunal, na terça-feira.

“Se o tribunal me conceder cinco dias, eu dou-me por satisfeito”, declarou Isálcio Mahanjane.

Mahanjane também vai assumir a defesa de dois outros arguidos que eram representados por Alexandre Chivale.

No julgamento do processo principal das dívidas ocultas, Isálcio Mahanjane já era advogado de Ndambi Guebuza, arguido e filho mais velho de Armando Guebuza.

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