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Funcionários do ANC acusaram dirigentes do partido no poder por fraude e corrupção na África do Sul

Um grupo de funcionários do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), apresentaram ontem uma queixa-crime por “fraude, roubo e corrupção” contra os dirigentes do partido no poder na África do Sul.

As acusações, em nome de vários funcionários descontentes do ANC, visam o presidente do partido, Cyril Ramaphosa, que é também chefe de Estado, o seu vice-presidente, David Mabuza, a vice-secretária-geral Jessie Duarte, o tesoureiro Paul Mashatile, e o presidente do conselho de administração do partido, Gwede Mantashe, que integram a direção do partido no poder.

O funcionário demitido do ANC, Carl Niehaus, que apresentou o caso na polícia sul-africana, adiantou que o partido no poder “não pagou as contribuições à Segurança Social dos seus funcionários, apesar de deduzi-las”.

“Esta ação que eu e alguns outros membros do ANC apresentamos é com base no que aconteceu durante o meu período de emprego no ANC, e tenho todo o direito de fazer parte deste processo”, sublinhou Niehaus.

O antigo porta-voz de Nelson Mandela e aliado do ex-presidente Jacob Zuma representava até à sua demissão pelo partido na passada quinta-feira a associação de antigos combatentes (MKMVA, na sigla em inglês) da ala armada do ANC, Umkhonto we Sizwe.

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Por seu lado, McDonald Mathabe, que acompanhou Niehaus à esquadra de polícia, na baixa de Joanesburgo, referiu no local à imprensa que “não foi possível ficar calado sobre a grave má administração financeira que originou os crimes” hoje denunciados.

O ANC, partido no poder na África do Sul desde a queda do ‘apartheid’ em 1994, encontra-se aparentemente ‘falido’ com os salários dos seus funcionários em atraso há pelo menos três meses, segundo a imprensa local.

Em maio, o ANC suspendeu o seu secretário-geral, Ace Magashule, por enfrentar na justiça um caso de alegada fraude e corrupção pública de 255 milhões de rands (13,5 milhões de euros).

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