Continua sem haver consenso no conflito de terra entre civis e militares no bairro Chingodzi, arredores da cidade moçambicana de Tete. Os mediadores têm tentado o diálogo, mas últimos encontros não resultaram em avanços.
Uma semana depois de os militares dispararem contra manifestantes usando munições reais e agredirem civis na cidade de Tete, centro de Moçambique, o Conselho Municipal juntou as duas partes para tentar resolver o conflito de terra cada vez mais tenso no bairro Chingodzi.
Em causa estão vários hectares próximos do quartel da polícia militar, onde várias famílias costumavam residir e praticar a agricultura até 2010, quando militares passaram a usar a área. A alegação da polícia militar é de que o terreno faz parte do quartel e que nenhum civil pode ocupá-la. Entretanto, várias famílias resistem à desocupação.
No último encontro de mediação, a dia 26 de agosto, a edilidade defendeu que os civis abandonem as terras, o que provocou a revolta da comunidade. No encontro de reconciliação, o Conselho Municipal e a parte militar recusaram prestar declarações à imprensa.
Os militares teriam ameaçado de morte quem insistisse em ocupar os terrenos, mas os populares garantem que estão preparados para tudo.
















