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Moçambique espera ser admitido ao processo de exploração e venda legal de diamantes na Rússia


Moçambique espera poder ser admitido ao processo Kimberley – mecanismo que permite a exploração e venda legal de diamantes no mundo – em sessão plenária a ter lugar em Novembro, na Rússia.

Para efeito, é esperada no próximo mês, em Maputo, a segunda missão internacional de avaliação que deverá aferir “in loco” os requisitos que Moçambique reúne para a sua admissão ao processo.

Na primeira missão, realizada em 2016, dois anos após a candidatura de Moçambique, o Conselho Mundial de Diamantes concluiu que o país não reunia os requisitos mínimos para a admissão ao processo, tendo deixado algumas recomendações.

Entretanto, numa reunião realizada em Junho, Moçambique deixou boas indicações no cumprimento das recomendações da missão de 2016, o que levou os membros a decidirem pelo envio de mais uma missão em Setembro para avaliar os avanços apresentados.

Em declarações, o secretário-executivo da Unidade de Gestão do Processo Kimberley (UGPK), Castro Elias, mostrou-se esperançado na possível admissão do país ao mecanismo, que permite a venda de diamantes no mundo, até porque, segundo ele, além de um Secretariado Executivo, Moçambique também já criou o Conselho Nacional do Processo Kimberley e aprovou o Certificado do Processo Kimberley.

Segundo Castro Elias, o país também já criou as brigadas técnicas, para além de ter construído e apetrechado os entrepostos comerciais por onde serão feitas as exportações com todo o equipamento de segurança, formação de técnicos na avaliação de diamantes.

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“Estas foram as recomendações deixadas pela missão internacional que visitou Moçambique integrando representantes da Comunidade Europeia, países da região liderados pela África do Sul e outros do Conselho Mundial de Diamantes”, apontou Castro Elias.

Acrescentou que, tendo cumprido as recomendações, Moçambique remeteu a carta ao processo Kimberley Internacional, o que culminou com um convite para a reunião de intercessão realizada em Junho, em que o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, apresentou todos os progressos acima mencionados.

“Porque a resposta da apresentação foi positiva, a comissão prometeu enviar na segunda semana de Setembro a segunda missão de avaliação para vir ver aquilo que Moçambique diz que já fez com vista à admissão do país na sessão plenária de Novembro”, explicou.

O secretário-executivo da UGPK diz acreditar que a admissão do país a este mecanismo trará grandes benefícios, entre os quais a entrada de muitas empresas interessadas na prospecção e pesquisa de diamantes, proporcionando muitos empregos aos moçambicanos, receitas para o Estado, bem como o aumento das exportações do país.

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