Os eventos familiares, como casamentos e batizados, só vão poder ter a participação de quem apresentar um teste negativo à Covid-19. Serão as autoridades, como a PSP, GNR ou ASAE, que terão a função de fiscalizar se esta obrigatoriedade é cumprida à entrada das festas. O mesmo acontecerá nos eventos desportivos e culturais, cabendo agora à Direção-Geral da Saúde determinar a partir de quantos participantes em cada evento é que será obrigatório apresentar um teste com resultado negativo. Quem não cumprir, incorre no pagamento de uma coima.
A alteração à estratégia de testagem foi ontem aprovada em Conselho de Ministros, e inclui também a testagem nas empresas com mais de 150 trabalhadores no mesmo posto de trabalho, que será determinada pela autoridade de saúde. Tanto no caso das festas como das empresas, os testes são pagos por quem os faz ou pelas empresas/organizadores de eventos, explicou a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva. A governante apelou, tal como já fizera António Costa há uma semana, à compra dos autotestes nas farmácias e supermercados. “Sempre que há ajuntamentos, devemos ser testados à entrada. Cada um deve-se testar quando está em grupos maiores, pois há maior risco de contágio”, sublinhou.
A partir de segunda-feira, e até 27 de junho, 274 municípios avançam no desconfinamento e apenas quatro ficam na fase atual: Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra. Nestes quatro concelhos, o teletrabalho mantém-se obrigatório, enquanto nos restantes passa a ser recomendado.
Em Lisboa e Vale do Tejo a situação “é preocupante”, pois “os números crescem e há mais abrangência territorial, com incidência nas camadas mais jovens, não vacinados”, explicou Mariana Vieira da Silva. Já no caso de Odemira, que se mantém com elevada incidência, a ministra explicou que tal se deve à “grande flutuação populacional, que dificulta o controlo da situação”. Há 10 concelhos em alerta.
















