Duas granadas de morteiro foram disparadas em direção ao aeroporto de Bagdad onde estão estacionadas tropas norte-americanas, o segundo ataque do género em dez dias.

Este novo incidente ocorre quando Teerão tenta retomar o diálogo sobre o seu programa nuclear com Washington, o seu principal inimigo a par de Israel, e com Riade, o grande rival regional e que também partilha fronteiras com o Iraque.

O ataque não foi reivindicado no imediato, mas dezenas de ações similares têm sido atribuídas por Washington aos grupos armados iraquianos pró-Irão. Um dos engenhos foi intercetado pelos sistemas de defesa C-RAM, indicou à agência noticiosa AFP um responsável dos serviços de segurança sob anonimato.

No total, e desde a chegada ao poder no final de janeiro do Presidente Joe Biden, cerca de 30 ataques, à bomba ou com morteiros, visaram colunas logísticas iraquianas da coligação “anti-jihadista” liderada pelos EUA, bases com a presença de soldados norte-americanos ou representações diplomáticas dos Estados Unidos.

Dezenas de outros ataques também foram dirigidos contra norte-americanos, incluindo funcionários contratados, desde o outono de 2019 e durante a administração de Donald Trump, com diversos mortos e feridos, à semelhança do que tem sucedido desde janeiro.

Em meados de abril, os ataques atingiram um novo patamar, quando pela primeira vez fações iraquianas pró-iranianas efetuaram um ataque com um drone suicida sobre uma base com soldados norte-americanos no aeroporto de Ebril, o norte curdo do país.