Sociedade Portadores de albinismo ainda são discriminadas e assassinadas no país

Portadores de albinismo ainda são discriminadas e assassinadas no país

De 2014 a esta parte, pelo menos 114 pessoas com albinismo desapareceram, em Moçambique, em circunstâncias ainda não esclarecidas. A informação foi avançada pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos, que explicou que há 55 processos-crime em trâmite na Justiça.

Apesar de haver melhorias no país, quanto à protecção da pessoa com albinismo, ainda persistem desafios. Dados do Instituto Nacional de Estatística, citados pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos, apontam que existem 20 mil indivíduos com albinismo, em Moçambique.

As pessoas com albinismo são estigmatizadas, discriminadas, abandonadas, submetidas a maus-tratos e, na pior das hipóteses, assassinadas para fins obscuros.

Sheila Massuque, em representação do Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, repudia aquelas práticas ainda vigentes na sociedade moçambicana e, a seguir, traça o quadro crítico no país.

“Dados até aqui existentes apontam para 114 pessoas albinas desaparecidas em todo o país, 58 casos participados às entidades competentes e 55 processos-crime instaurados”.

A fonte supracitada diz que, perante esta situação, é urgente a tomada de acções para a inversão do cenário.

Recomendado para si:  Moçambique intensifica combate à exploração ilegal de madeira

“Nós sabemos que antes da pandemia da Covid-19, os hospitais chamavam 15 pessoas com albinismo por semana e agora chamam apenas 9. Por isso, sentimo-nos afectados nesse capítulo da acessibilidade à saúde devido à pandemia”.

O Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, representado pelo Secretário Permanente, Manuel Malunga, reconhece que o problema de albinismo em Moçambique continua preocupante. Por isso, como garantiu, há acções com vista a proteger os cidadãos com esta doença na sociedade.

“A problemática do albinismo continua preocupante no país, por isso estamos cientes da responsabilidade de continuar a desenvolver as acções energéticas para a protecção das pessoas vivendo com albinismo e para erradicar a discriminação e exclusão social, aprovando instrumentos legais que estabelecem direitos à educação, à saúde e ao emprego”.

Destaques da semana