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Para Celso Correia a indústria de caju não vai colapsar com a saída da Olam

A multinacional do sector agrícola OLAM fez circular na semana passada um comunicado dando a conhecer a sua decisão de encerrar as suas unidades fabris de processamento da amêndoa da castanha de caju alegando falta de qualidade e quantidade da castanha bruta, o seu preço alto junto dos pequenos produtores bem como a conjuntura internacional marcada por preços baixos do produto processado.

O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, diz que o Governo não recebeu qualquer comunicação oficial da empresa e que foi colhido de surpresa na imprensa.

No entanto, recorda que esse tem sido o histórico da empresa que há anos atrás ficou com unidades industriais de processamento do algodão mas depois abandonou-as do mesmo jeito que está a fazer com a castanha de caju.

Para o governante, tal como aconteceu com a indústria do algodão, a do caju também não irá colapsar só porque a Olam decidiu sair do mercado. Antes pelo contrário o dirigente aponta que dados da comercialização da castanha em curso indica um crescimento do volume de negócios no sector, tendo até ao momento sido comercializadas 130 mil toneladas de castanha bruta pelos camponeses do sector familiar, o que indica que poderá ter sido superada a fasquia de 150 mil toneladas de castanha de caju produzida na campanha agrícola em curso em todo o país.

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Por isso, o ministro diz com toda a convicção de que não há neste momento qualquer risco de o sector colapsar, até porque o rendimento das famílias produtoras subiu em relação ao ano passado.

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