Moçambique está fora do Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino. As derrotas com Angola  (91-68) e Senegal (84-43) e a vitória do Quénia diante dos angolanos (74-73) ditaram o descalabro da seleção nacional da fase de apuramento ao “Afrobasket” 2021.

O “ciclone Guambe” deixou “Moz” de rastos no Palais Polyvalent des Sports, em Yaoundé, Camarões. E, no rescaldo da sua passagem: fim de um ciclo de dez participações consecutivas no Campeonato Africano de Basquetebol. Desde 1999, numa prova realizada em Cabinda e Luanda, Angola, que Moçambique não falhava a presença no “Afrobasket”.

Aliás, e está registado nos compêndios da FIBA, a selecção nacional de basquetebol evoluiu sucessivamente nos “Afrobaskets” de 2001, em Casablanca, Marrocos; 2003, em Alexandria, Egipto; 2005, em Argel, Argélia; 2007, em Lubango e Luanda, Angola; 2009, em Tripoli e Bengasi, na Líbia; 2011, em Antananarivo, Madagáscar; 2013, em Abidjan, Costa do Marfim; 2015, em Radès, Tunísia; e 2017, em Dakar e Radès, Tunísia e Senegal.

Uma prestação desastrosa na primeira janela de apuramento, em Novembro de 2020, em Kigali, Ruanda, sob comando de Milagre “Mila” Macome, que resultou em três derrotas em igual números de jogos, colocaram Moçambique praticamente com a calculadora não mão. Ou seja, e a avaliar pelo potencial dos seus adversários,  com as atenções centradas no duelo com o Quénia, adversário que era obrigado a vencer por uma diferença igual ou superior a 17 pontos. O jogo da glória ou mesmo viragem, na perspectiva dos moçambicanos, não passou de mero sonho.

Em Yaoundé, nos Camarões, o falhanço começou a desenhar-se com uma derrota com Angola por 91-68, num jogo em que a selecção nacional denunciou fragilidades nos lançamentos de campo com 24 tiros convertidos em 64 tentados (37, 5 % de aproveitamento) 33 em 773 (45.2%) dos campeões africanos.