Um dos autores do “massacre de Atocha” de 1977, Carlos García Juliá, que tinha sido extraditado do Brasil em fevereiro último, saiu ontem da prisão em Madrid, onde cumpria uma pena por cinco homicídios e quatro tentativas de homicídio.
Apesar de ainda lhe faltar cumprir mais de dez anos de prisão, um tribunal aceitou o pedido do seu advogado de um novo acordo sobre a sentença que reconheceu as detenções a que esteve sujeito durante o tempo em que esteve fugido à justiça espanhola na América do Sul.
García Juliá abandonou a prisão de Madrid em que se encontrava detido desde fevereiro último, depois de ter sido extraditado do Brasil onde tinha sido preso em dezembro de 2018, após décadas em fuga e um período de prisão na Bolívia por um crime relacionado com o tráfico de droga.
Inicialmente tinha sido condenado a 193 anos de prisão em 1980 por ser um dos autores do massacre em que três advogados sindicais, um estudante de direito e um oficial administrativo foram mortos a tiro, em Madrid, em 1977, mas até agora apenas cumpriu 14 anos da sua sentença.
Em 1991 foi-lhe concedida a liberdade condicional e, anos mais tarde, foi-lhe dado uma autorização para viajar para a América Latina devido a uma oferta de emprego e, embora a autorização tenha sido posteriormente revogada, nunca mais regressou a Espanha.
A Fundação dos Advogados de Atocha tentou impedir, sem sucesso, a libertação de hoje e aguarda agora pela resposta a um pedido de medida cautelar junto do Tribunal Constitucional.
Esta associação pede à justiça que, pelo menos, adote as medidas necessárias para que García Juliá não possa sair de Espanha.
















