HÁ 34 anos, por estas alturas, o país estava paralisado, desnorteado e inconsolável pela triste notícia da queda do avião presidencial, o Tupolev 134, que vitimou o Presidente Samora Machel.

Estávamos ainda no crepúsculo da independência nacional, uma liberdade que tinha em Samora um guia que prometia trazer ao povo moçambicano a verdadeira autodeterminação e autonomia económica negada pelo colonialismo.

Era o tombo estrondoso de um embondeiro da luta secular dos nossos antepassados e que teve nele o continuador da empreitada iniciada por Eduardo Mondlane, que uniu os moçambicanos em torno da causa da independência.