O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas renovou hoje por mais 12 meses a sua missão no Sara Ocidental (MINURSO, na sigla em Inglês) e apelou “à designação urgente” de um novo enviado pessoal do secretário-geral.

O último titular desta função, o ex-presidente alemão Horst Köhler, saiu do cargo há 17 meses.

A Alemanha manifestou-se satisfeita com a renovação da missão, que qualificou como “um instrumento para criar confiança no conflito do Sara Ocidental”, realçando que “é urgente designar um novo enviado do secretário-geral o quanto antes”.

Por seu lado, os EUA também mostraram preocupação com “a prolongada ausência de um enviado pessoal” de António Guterres para mediar as partes em conflito.

Enquanto a Frente Polisário defende que a MINURSO deve concluir o objetivo principal da sua missão, que é a organização de um referendo de autodeterminação do povo sarauí, Marrocos propõe a criação de uma região autónoma, plano que conta com o apoio de Washington que hoje voltou a classificá-lo de “sério, credível e realista”.

Antes da discussão e aprovação da resolução, Guterres apresentou um relatório sobre a situação no Sara Ocidental, e 23 de setembro, em que reafirmou o seu entendimento que “uma solução da questão do Sara Ocidental é possível, apesar da pausa no processo político desde a resignação” de Köhler, em maio de 2019.