A Fábrica de Explosivos de Moçambique, que encomendou o nitrato de amónio, que recentemente esteve na origem da explosão em Beirute, devastando a capital libanesa, “faz parte de uma rede de empresas investigadas no passado por tráfico ilegal de armas e fornecer explosivos a terroristas”, revela o Projecto de Investigação ao Crime Organizado e Corrupção (OCCRP na sigla inglesa, Organized Crime and Corruption Reporting Project).
Num extenso relatório sobre a explosão, a 4 de Agosto, de milhares de toneladas de nitrato de amónio, que causou a morte de dezenas de pessoas, ferimentos em milhares e estragos avaliados em centenas de milhões de dólares, a organização diz ainda que a Fábrica de Explosivos de Moçambique “é parte de uma rede de companhias com ligações à elite governamental de Moçambique”.
O nitrato de amónio pode ser usado como fertilizante ou para o fabrico de explosivos e a quantia encomendada pela empresa moçambicana encontrava-se armazenada, no porto de Beirute, desde 2013, depois do navio em que era transportado ter sido apreendido por falta de pagamento e por violação de leis marítimas, por parte da companhia proprietária do cargueiro.













