As autoridades municipais de Maputo, em nome da reorganização dos mercados e da prevenção da COVID 19, afastaram vendedores informais nas ruas e descongestionaram os principais pontos do comércio a retalho.

No mercado de Xipamanine, um dos maiores da capital de Moçambique, e alvo de uma das maiores ofensivas, um mês depois, o espelho mostra que pouco mudou e de forma tímida, o comércio informal volta aos passeios.

De todos os que retornam aos passeios, a justificação é a mesma: A organização desorganizou as suas vidas e as bancas prometidas não passaram disso mesmo.

Vitória Macamo, 63 anos de idade, viu a sua banca, com o rendimento da qual criou os seus cinco filhos, a ser destruída. Não teve colocação e voltou à rua de onde diz, “daqui não saio”.

E a vida no Xipamanine voltou a ser à moda antiga, ou seja, um dumba-nengue – pernas para quê vos quero – o mesmo que estar em prontidão para fugir da perseguição da polícia municipal.

E as autoridades municipais alertam que não vão hesitar em recorrer ao poder da força para impor a nova postura.