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COVID-19: Um morto e vários feridos no balanço dos 21 dias do Estado de Emergência


No vigésimo segundo dia da implementação do Estado de Emergência, as autoridades fazem as contas e ilações. No geral, o governo olha para a última semana dos 30 dias de medidas restritivas às liberdades, com optimismo, uma vez que até agora, a resposta social tem sido positiva.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Pelo meio a polícia da República voltou a entrar em cena, com casos de exibição da brutalidade extrema, na tentativa de impor o cumprimento do Estado de Emergência por parte dos cidadãos.

O caso mais grave teve lugar na cidade da Beira, onde pelo menos uma pessoa morreu vítima da violência policial.

Através do seu porta-voz, Orlando Modumane, o comando geral, em Maputo, dá a mão a palmatória, mas considera tratar-se de actos esporádicos de alguns agentes, parte dos quais, já estão a contas com processos internos, visando a respectiva responsabilização.

O jurista Amadeu Uqueio lamenta que a imposição do Estado de Emergência chegue ao extremo de provocar mortes e diz que, mais do que penitências, o Estado deve indemnizar os familiares das vítimas.

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Ao fim de 21 dias do Estado de Emergência, contas feitas indicam que pelo menos 400 pessoas foram detidas por incumprimento das medidas decretadas. A venda de bebidas alcoólicas em lugares proibidos e o consumo em locais públicos são algumas das causas das detenções.

Internamente, 41 pessoas testaram positivo ao novo coronavírus, a maioria em Cabo Delgado. Na diáspora, um moçambicano morreu de Covid-19 na Alemanha.

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