O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou ontem (24) os réus António Pinto, antigo Presidente do Conselho Executivo (PCE) da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Hélder Fumo, antigo administrador financeiro da empresa, a 14 anos e oito meses de prisão, bem como Sheila Mia Temporário, Directora da empresa de publicidade Executive-Moçambique a 12 anos de prisão, pelo crime de peculato, praticado através do desvio de fundos nas LAM.

Na leitura da sentença, na terça-feira na sala de audiências da 8ª sessão do TJCM, o juiz Rui Dauane condenou ainda os réus a pagarem, de forma solidária, uma multa de 32.7 milhões de meticais pelos danos causados a empresa e, consequentemente, ao Estado. António Pinto e Hélder Fumo foram condenados como autores do crime, enquanto Sheila Temporário como co-autora.

Os advogados não concordam com a decisão e prometem recorrer da mesma. “Esta sentença está em total desacordo com as provas que foram produzidas durante as audiências de julgamento. Está claro que a sentença já tinha sido produzida bem antes do julgamento”, disse Abdul Ganí, advogado de Sheila Temporário. Sem gravar entrevista, outros advogados também garantiram que vão recorrer da decisão.