Os deputados Nyeleti Brooke Mondlane, Edson da Graça Francisco Macuácua e Victória Dias Diogo submeteram, ontem (24), pedidos de suspensão dos seus mandatos, uma vez nomeados para os cargos governativos pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

O pedido foi endereçado à Presidente da Assembleia da República (AR), Esperança Bias, nos termos do artigo 7, número 1 do Estatuto do Deputado, que estabelece incompatibilidade entre as funções de deputado e de membros do Governo.

Nyeleti Mondlane foi empossada ministra do Género, Criança e Acção Social, esta quinta-feira.
Edson Macuácua, natural de Gaza, será empossado amanhã para o cargo de secretário de Estado na província de Manica, enquanto Victória Diogo vai assumir o cargo na província de Maputo.

Os Deputados da IX Legislatura da Assembleia da Republica foram investidos no passado dia 13 de Janeiro corrente, numa Sessão Solene Convocada e Dirigida pelo Chefe de Estado moçambicano, Filipe Jacinto Nyusi.

Vitória Diogo foi eleita pelo círculo eleitoral de Tete e o seu assento será ocupado pelo deputado José Tomás Amadeu.

Nyeleti Mondlane e Edson Macuácua foram eleitos pelo círculo eleitoral de Gaza, devendo ser substituídos pelos suplentes, Ofélia Mutombene e Sarfina Chindaculema, respectivamente.

Ao todo, oito deputados, do partido no poder, foram confiados cargos políticos no Governo. Além dos três acima mencionados, trata-se de Carlos Agostinho do Rosário, Verónica Macamo, Margarida Talapa, Carmelita Namashulua e Margarida Chongo.

Sobre este facto, o jornalista e jurista Tomás Vieira Mário, disse, há dias, no habitual espaço reservado à análise, às sextas-feiras, na STV, que “há uma mensagem política muito forte quando temos, por exemplo, a antiga presidente da Assembleia da República [Verónica Macamo] e a antiga chefe da bancada maioritária [Frelimo, Margarida Talapa]” a ocupar cargo de confiança política no Governo.

“Geralmente, costuma ser o contrário, sai do Governo para o Parlamento (…)”.