Grupo jihadista diz ter sido responsável pelo ataque que deixou 54 mortos, a maioria soldados malianos, no leste do país. Se confirmada a autoria, este será o maior atentado do EI desde a morte do seu antigo líder.
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou no domingo (03) a autoria do atentado realizado contra uma posição militar localizada no leste do Mali. O ataque deixou 54 mortos, entre os quais um civil, segundo as informações oficiais.
Entretanto, de acordo com a organização jihadista, o número de baixas chegou a 70. O anúncio foi feito pela agência de notícias do EI, a “Amaq”, e pelo aplicativo de mensagens Telegram.
No texto, o grupo jihadista diz ter obtido êxito num “grande ataque”, em que também houve uma dezena de feridos, incluindo militares malineses. O EI aponta ainda que os jihadistas destruíram vários tanques e veículos militares que estavam na base de Indelimane e depois se retiraram sem qualquer baixa, versão que coincide com a divulgada pelo Governo do Mali.
Os jihadistas estavam equipados com lança-granadas e fuzis de assalto.O grupo chegou em motos e camionetes e abriu fogo por cerca de meia hora, tomando o controle da unidade militar por algumas horas.
“Na sequência do ataque à posição das FAMA [forças armadas do Mali] em Indelimane, foram encontrados 54 corpos, incluindo um civil”, confirmou o ministro porta-voz do Governo do Mali, Yaya Sangaré, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.
Caso a autoria do atentado seja confirmada, o atentado no Mali seria o primeiro de grande porte realizado pelo grupo jihadista EI após a morte do seu antigo líder Abu Bakr al Baghdadi, que foi morto na semana passada, na Síria.
A morte de Al Baghdadi, o terrorista mais procurado do mundo, foi anunciada por Trump no último domingo (27). O antigo líder do EI foi morto numa operação na cidade de Barisha, a apenas seis quilómetros da fronteira da Turquia.
Ataques terroristas afectam o Mali desde 2012, quando houve um golpe de Estado que deixou o controlo do norte do país nas mãos de grupos rebeldes tuaregues, apoiados por células terroristas.
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