O porta-voz da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) referiu que o seu líder e Presidente da República, Filipe Nyusi, “não recebeu nenhum suborno” do dinheiro das dívidas ocultas e “está isento de culpa”.

“Está isento disto, não recebeu nenhum suborno”, disse à Lusa, o porta-voz da Frelimo, Caifadine Manasse.

O responsável referia-se a alegações do principal arguido do julgamento nos Estados Unidos, Jean Boustani, de que a empresa Privinvest pagou cinco milhões de dólares para a campanha presidencial de Filipe Nyusi de 2014 (um milhão para a campanha própria e quatro milhões para a Frelimo), a pedido do ex-Presidente Armando Guebuza.

Caifadine Manasse assinalou que antes do início do julgamento do caso, em Nova Iorque, Filipe Nyusi já trabalhava no esclarecimento do mesmo e na responsabilização dos seus autores.

“O Presidente Filipe Nyusi mandou criar uma comissão de inquérito, através da bancada parlamentar da Frelimo, e ele orientou o Governo para esclarecer esta situação das dívidas”, afirmou.

Uma comissão de inquérito da Assembleia da República concluiu que os avales prestados pelo anterior Governo moçambicano para a contracção dos empréstimos que deram origem às dividas ocultas são ilegais, tendo remetido os resultados à Procuradoria-Geral da República para a responsabilização criminal, civil e administrativa dos autores daqueles encargos, num processo que decorre.

Caifadine Manasse frisou que o desenrolar do processo judicial sobre as dívidas ocultas deve ser acompanhado com serenidade até ao seu desfecho.

“Devemos aguardar serenamente, há um cidadão [Jean Boustani] que é arguido em Nova Iorque, está a ser julgado pelo tribunal e está a trazer aquilo que ele acha que são formas de se defender”, declarou o porta-voz da Frelimo.

Filipe Nyusi, prosseguiu a mesma fonte oficial, está limpo, tranquilo e sereno.

Lusa