Um indivíduo de 27 anos de idade matou o seu próprio filho de um ano e cinco meses de vida após ter sido enganado por um curandeiro. Este garantiu-lhe que com os órgãos internos do seu filho poderia enriquecê-lo.

Francisca Domingo, mãe da vítima contou que no fatídico dia para o menor nada fazia prever que o mesmo seria assassinado pelo seu próprio pai.

“O meu marido saiu de casa muito cedo como o faz habitualmente para cultivar numa machamba localizada há cerca de dois quilómetros da nossa residência. Por volta das 16 horas ele retornou. Vi-lhe a chegar. Na altura eu estava a lavar a roupa do bebé que estava a dormir num alpendre. Ele dirigiu-se para o alpendre. Poucos minutos depois ouvi a criança a gritar. Corri para ir atendê-la e para o meu espanto a criança estava ensanguentada, tal como o meu marido. Parte dos órgãos internos fora da barriga. A chorar perguntei ao meu marido o que tinha acontecido. Ele manteve-se simplesmente calado. Gritei pedindo socorro e ele na tentativa de evitar que continuasse a gritar tentou golpear-me com um machado que foi cair por cima do nosso filho”.

O suposto autor do crime pôs-se de seguida em fuga. Mas depois veio a ser neutralizado pelos vizinhos e a polícia. De acordo com Daniel Macuácua, o suposto autor do crime, “na primeira interacção com a corporação alegou que recebera instruções de um curandeiro para matar o próprio filho e que este na base de magia negra iria enriquecê-lo. Iniciamos com diligência para neutralizar o curandeiro, pois ele é autor moral deste crime. Os dois vão ser encaminhados a barra da justiça”, explicou Macuácua.

Em contacto com a imprensa o pai da vítima negou que tenha cometido o crime e alegou que estava perturbado mentalmente na tarde daquele dia dai que não se recorda de nada.

O curandeiro, de 60 anos não confirmou que tenha orientado o suposto assassino, de 27 anos de idade, a matar o seu próprio filho e acrescentou que soube do assassinato do menor através do indiciado.

“Ele apareceu na minha machamba com as roupas ensanguentadas pedindo socorro e explicou-me que ele e a esposa mataram o próprio filho para se tornarem ricos. Sou curandeiro sim mas nunca orientei-lhe a matar alguém”, explicou o curandeiro.

O menor foi sepultado num cemitério local. O ambiente no meio da família onde residia a vítima, é de tristeza e angústia. Domingos Caetano, era o nome do menor assassinado.

O País