Na segunda-feira à noite (02), dois dias depois do início da campanha para as eleições gerais, um membro do maior partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), foi morto na localidade de Mafambisse quando regressava a casa após a jornada de campanha.

A Renamo não comenta o caso em específico, mas alerta que, durante a campanha eleitoral, há constantemente perseguições e provocações aos seus membros.

“Há sempre uma provocação aqui, outra provocação ali. Há sempre um indivíduo metido no nosso seio para poder criar provocação ou um ambiente de instabilidade”, afirma Geraldo Carvalho, porta-voz do partido.

O outro caso deu-se na localidade de Mutua, onde uma militante da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) morreu esfaqueada no domingo (01). Um suspeito do ataque, de 31 anos de idade, está detido no Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique no Dondo.

Não se conhecem ainda as motivações do assassinato da militante da Frelimo, mas o suspeito é apontado como simpatizante da Renamo.

“Aquele cidadão não se identificou pela cor partidária, mas presume-se que seja de um partido diferente do nosso”, afirmou Jacobe Tiago, secretário de propaganda da Frelimo em Dondo.

A família pede que seja feita justiça. A polícia diz que já foi aberto um processo-crime, mas só mais tarde avançará pormenores sobre o caso.

Desde o arranque da campanha eleitoral, no sábado (31.08), outras sete pessoas ficaram feridas em actos de violência na província de Sofala envolvendo membros e simpatizantes da Frelimo e da Renamo. As eleições gerais em Moçambique estão marcadas para 15 de Outubro.

DW