Moçambique está a processar o franco-libanês Iskandar Safa, proprietário da Privinvest, o grupo empresarial envolvido nas dívidas ocultas.

A acção de responsabilidade civil foi apresentada na quinta-feira no tribunal comercial da Suprema Corte de Justiça de Londres pelo Peters & Peters Solicitors LLP, o escritório contratado pelo governo para o caso.

Moçambique está a processar Iskandar Safa por fraude, uma infracção que terá cometido no negócio fraudulento em que a Privinvest aparece como fornecedora de bens e serviços às empresas moçambicanas ProIndicus, EMATUM e MAM.

Bilionário de origem franco libanês, Iskandar Safa é director executivo e fundador da Privinvest, um grupo empresarial que inclui uma construtora naval baseada nos Emirados Árabes Unidos.

A acção contra Iskandar Safa segue-se a uma outra aberta em Fevereiro deste na capital do Reino Unido, na qual o Estado moçambicano pede indemnização a oito entidades empresariais ligadas ao Privinvest e ao Credit Suisse, o banco credor das chamadas dívidas ocultas.

Além de empresas, a acção movida pela Procuradoria-geral da República visa também os antigos dirigentes do grupo Credit Suisse envolvidos nas dívidas ocultas, nomeadamente Surjan Singh, Detelina Subeva e Andrew Pearse. Estes dois últimos já confessaram perante a justiça dos Estados Unidos da América terem recebido subornos para aprovar os empréstimos das empresas moçambicanas.

O País