Numa altura em que os advogados de Manuel Chang travam uma batalha para evitar a extradição do seu cliente para os Estados Unidos, as autoridades norte-americanas lembraram na terça-feira que o tratado de extradição que assinaram com a África do Sul deve ser respeitado.

A pressão de Washington sobre as autoridades de Pretória foi feita pelo Adjunto secretário de Estado dos EUA para os Assuntos Africanos, Tibor Nagy. “Nós assinámos um tratado de extradição com a África do Sul, e contamos muito com isso”, disse Nagy, numa declaração telefónica à imprensa, citada pelo jornal Observador. O dirigente deixou claro que Washington espera que a África do Sul extradite Manuel Chang para os EUA, apesar de Maputo também reclamar a extradição do antigo ministro das Finanças para Moçambique.

Ainda esta terça-feira, as autoridades norte-americanas anunciaram que o vice-secretário de Estado inicia uma visita à África do Sul, com deslocações a Pretória e Joanesburgo. John J. Sullivan tem encontros previstos com as autoridades sul-africanas para discutir o comércio bilateral e prioridades regionais e multilaterais. Apesar de não constar da agenda oficial, a extradição de Manuel Chang poderá ser abordado durante a visita do número dois da diplomacia norte-americana.

Detido na África do Sul em Dezembro último por ordem da justiça norte-americana, o antigo ministro das Finanças é reclamado nos Estados Unidos e em Moçambique para responder por crimes relacionados com as dívidas ocultas no valor 2.2 biliões de dólares.

O governo de Maputo pediu directamente ao ministro da Justiça da África do Sul a extradição de Manuel Chang para Moçambique, apelando a Pretória que tenha “a consideração devida” no assunto.

Segundo o jornal online Notícias ao Minuto, citando a agência Lusa, a o pedido consta de uma carta de 01 de Fevereiro de 2019 endereçada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, José Pacheco, ao ministro da Justiça e Serviços Prisionais da África do Sul, Michael Tshililo Masutha.

O País