As operações de socorro no centro de Moçambique preveem alimentar 400 mil pessoas e há provisões para três dias, mas são necessários reforços, disse esta quarta-feira à Lusa, Cláudio Julaia, especialista de emergência da UNICEF.

“Segundo os números do Governo estamos a falar de uma planificação para 400 mil pessoas e temos alimentos assegurados, pelo menos, para os próximos dias”, referiu em entrevista, em Maputo.

“Pelo menos para 48 a 72 horas temos a situação assegurada”, acrescentou.

No entanto, “dependendo do tempo que estas populações vão ficar nos centro de trânsito, poderá haver necessidade de mobilizar mais recursos para dar assistência”.

A assistência está a ser preparada e os mantimentos estão a chegar ‘por via aérea e marítima’, à cidade da Beira, para depois serem distribuídos, sobretudo por helicópteros.

A representante do Programa Alimentar Mundial em Moçambique, Karin Manente, disse na terça-feira à Lusa que, depois do avião com 22 toneladas de alimentos aterrou no domingo ‘e há outro a caminho com mais 40 toneladas’. Aguarda-se pelo descarregamento dentro de ‘dois a três dias’.

Para quem quer ajudar, a lista de necessidades tem víveres e abrigos como prioridades. “Neste momento, o mais importante para apoiar a população são víveres e abrigo. Mas por falta de energia na cidade da Beira, recomenda-se que a alimentação não sejam bens perecíveis ou não haverá capacidade de os conservar”, acrescentou Cláudio Julaia.

Várias campanhas de solidariedade estão a decorrer dentro do pais e no estrangeiro, tendo como destino a cidade da Beira.

A Bola