Pena de prisão atribuída ao médico pode chegar aos 158 anos. Assumiu culpa de abusos sexuais a 31 crianças, entre elas um bebé.

Um antigo médico pediatra da Pensilvânia, nos Estados Unidos, foi condenado esta segunda-feira a, pelo menos, 79 anos prisão por abusar sexualmente de 31 crianças, a mais nova com dois meses de idade.

Johnnie Barto, de 71 anos de idade, recebeu uma sentença de no mínimo 79 anos e no máximo 158 anos de prisão, garantindo as autoridades que termina a sua vida atrás das grades.

O pediatra abusava sexualmente tanto de rapazes como de raparigas, com idades compreendidas entre os oito e os 12 anos, a partir do seu consultório, em Johnstown, ou em hospitais locais. Entre as vítimas, porém, encontra-se um bebé, cuja idade não foi revelada.

O caso é muito polémico nos Estados Unidos porque o pediatra actuou como médico ao longo de quase vinte anos já depois de ter sido acusado de abuso sexual de menores, tendo os reguladores médicos do estado ignorado as queixas.

A maior parte dos abusos ocorreu depois de Barto ter conseguido novamente a sua licença para praticar medicina, no ano 2000. Esta havia sido suspensa em 1998, quando foi acusado, pela primeira vez, de abusar de três crianças. No entanto, o ordem dos médicos da Pensilvânia devolveu-lhe a licença dois anos depois.

Barto continuou a praticar os crimes até Dezembro de 2017, quando uma menina de 12 anos se queixou à mãe que o médico a tinha molestado no final de uma consulta. O médico foi detido em Janeiro de 2018, tendo acabado por assumir a sua culpa em 31 casos, sendo vários não podem ser julgados por causa da prescrição dos crimes naquele estado.

O advogado de Barto, David Weaver, diz que este vai aceitar a sua culpa “para que a sua família, as vítimas e ele mesmo possam dar início ao processo de reparação”.

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