O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, INGC, pede ao governo para activar o alerta vermelho no norte e centro do país, na sequência do mau tempo que assola aquelas regiões.

O pedido foi apresentado esta segunda-feira, em Maputo, pela Ministra da Administração Estatal e função Publica Carmelita Namashuluwa, no final do conselho coordenador do INGC, órgão dirigido pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.

A ministra Namashulua disse que os membros do conselho coordenador aprovaram a proposta de declaração do alerta vermelho, devendo o conselho de ministros formalizar a declaração, na sessão desta terça-feira.

Segundo Namashulua, isso vai implicar mobilização, na sua máxima força, de todos os intervenientes que devem estar no terreno para a mobilização, salvamento e a retirada das pessoas que se encontram em zonas de risco.

Entretanto, o governo necessita de provisão imediata de mais de um milhão de meticais para assistência humanitária as populações afectadas pelas intempéries na zona centro do País.

O valor poderá servir para prestar assistência multiforme a 80 mil famílias afectadas no centro do país.

A informação foi avançada esta noite, em Maputo, durante a sessão do Conselho Coordenador de gestão de calamidades, que reuniu-se para avaliar o impacto da chuva e inundações.

A reunião foi convocada para avaliar a situação de emergência na zona Centro do país, causada pela chuva e inundações.

O Primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário vincou a necessidade de o governo garantir a segurança das pessoas e bens.

A Directora-geral do INGC, Augusta Maita, disse que a época chuvosa já causou a morte de 66 pessoas devido a descargas eléctricas.

Na região centro do país foram criados 16 centros de acomodação, sendo 15 na Zambézia e um em Tete.

O INAM diz que a situação poderá deteriorar se nos próximos dias devido a aproximação da depressão Tropical IDAI que poderá afectar severamente as províncias de Sofala, Zambézia e Manica, onde a precipitação poderá atingir 150 milímetros em 24 horas.

O Conselho Coordenador de Gestão de Calamidades alargado aos governadores das províncias afectadas contou com a participação dos parceiros de cooperação.

RM