O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição em Moçambique, exonorou o secretário-geral daquela força política, Manuel Bissopo, e outros dirigentes, disse à Lusa fonte partidária.

A decisão do líder da Renamo, Ossufo Momade, consta de um despacho datado de sexta-feira, a que a Lusa teve hoje acesso.

A exoneração surge a par de outras alterações no elenco do partido, numa altura em que o líder da Renamo se prepara para falar aos militantes sobre a “revitalização” da estrutura, num encontro de quadros marcado para segunda-feira, em Maputo.

Moçambique tem eleições gerais marcadas para 15 de Outubro, as primeiras em que os governadores provinciais vão ser eleitos, resultado de acordos estabelecidos entre o Governo e o principal partido da oposição, que aspira assim a ter acesso ao poder nalgumas regiões.

O despacho que formaliza a saída de Manuel Bissopo não explica as motivações da decisão, nem indica outra pessoa para as funções.

Bissopo ocupava o lugar de secretário-geral desde 2012 e foi candidato derrotado à presidência da Renamo no 6.º Congresso do partido, realizado em Janeiro, e que reconduziu Ossufo Momade – líder interino anunciado dois dias depois da morte do histórico presidente Afonso Dhlakama, a 03 de maio de 2018.

Num outro despacho, disse a mesma fonte à Lusa, Ossufo Momade exonerou igualmente o chefe do Estado-maior e outros três oficiais do braço armado do partido, que foram transferidos da base da Gorongosa para antigas bases nas províncias de Manica e Tete.

Desde que foi eleito presidente da Renamo, Ossufo Momade já afastou cinco delegados provinciais em Tete, Manica e Sofala (centro), Gaza (sul) e Cabo Delegado (norte).

Foram também exonerados os delegados distritais da Ilha de Moçambique (Nampula) e da cidade da Beira (Sofala).

Na cidade da Beira, diversos militantes boicotaram uma conferência provincial, na última semana, para empossamento de novos órgãos indicados pelo presidente do partido, tendo eleito órgãos paralelos.

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