Moçambique enviou na segunda-feira um pedido diplomático para requerer a extradição do ex-ministro das Finanças Manuel Chang, acusado pelos EUA de envolvimento num esquema de dívidas ocultas.

Em declarações à Lusa no final de uma audiência em que Chang está a ser ouvido, Zacarias Cossa, adido de defesa da embaixada de Moçambique na África do Sul, disse esperar que o pedido de extradição de Maputo seja tratado ao mesmo nível que o requerimento semelhante feito pelos Estados Unidos.

“O governo moçambicano remeteu ontem (04) por via diplomática o pedido de extradição do deputado Manuel Chang. Esperamos que, em tempo útil, o pedido dê entrada junto do tribunal para que oportunamente também seja apreciado à semelhança do que vai acontecer com o pedido dos Estados Unidos”, afirmou o diplomata moçambicano.

“Estaremos perante pedidos concorrentes de extradição da mesma pessoa procurada tanto pelos Estados Unidos assim como pelo Estado de onde é oriundo” Manuel Chang, acrescentou.

Zacarias Cossa precisou depois à Lusa que “Moçambique entregou o seu pedido de extradição por via diplomática na Embaixada da África do Sul em Maputo”.

Os EUA acusam Manuel Chang de conspiração para fraude electrónica, conspiração para fraude com valores mobiliários e lavagem de dinheiro.

Chang foi detido no Aeroporto Internacional O. R. Tambo, em Joanesburgo, com base num mandado de captura internacional emitido pelos Estados Unidos em 27 Dezembro.

Manuel Chang foi ministro das Finanças de Moçambique durante a governação de Armando Guebuza, entre 2005 e 2010.

Foi no mandato ministerial de Manuel Chang que o executivo moçambicano da altura avalizou dívidas secretamente contraídas a favor de três empresas públicas ligadas à segurança marítima e pescas, entre 2013 e 2014.

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