Pelo menos sete pessoas que seguiam numa carrinha de caixa aberta foram mortas na manhã de domingo, no primeiro ataque contra uma viatura de transporte de civis.

O ataque ocorreu no distrito de Nangade, quando um grupo armado interceptou uma carrinha de transporte de passageiros na estrada que liga a vila distrital de Palma e o posto administrativo de Pundanhar.

Depois de forçar a paragem da viatura através de tiros, o grupo ordenou que todos os ocupantes abandonassem a carrinha, tendo de seguida decapitado o motorista e matado, com recurso a catanas, seis passageiros, a maioria mulheres.

A Polícia em Cabo Delgado ainda não se pronunciou sobre este ataque, o primeiro que é dirigido contra uma viatura de transporte de passageiros. Já no sábado, os insurgentes atacaram a aldeia de Mussemuku, na parte continental do distrito do Ibo, mas sem registo de vítimas humanas.

Fontes contactadas pela nossa reportagem indicam que no mesmo dia, as Forças de Defesa e Segurança capturaram supostos integrantes do grupo que desde Outubro de 2017 está a criar terror nos distritos do norte de Cabo Delgado.

O grupo intensificou os ataques nos últimos meses, forçando várias comunidades costeiras de Macomia e outros distritos a abandonar as suas aldeias.

Em Outubro do ano passado, iniciou o primeiro julgamento de pessoas acusadas de envolvimento nos ataques armados, num total de 189 arguidos. O julgamento deverá retomar com a audição de declarantes, segundo apurou o O País junto do Tribunal Judicial da província de Cabo Delgado.

Em Dezembro último, o Ministério Público acusou mais cinco pessoas de participação nos ataques, com destaque para o empresário sul-africano Andre Hanekom, de 60 anos, apontado como “financiador, logístico e coordenador dos ataques.

O País