O sucessor de Afonso Dhlakama na presidência da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, será conhecido em Janeiro de 2019, num congresso a ter lugar em Gorongosa, província de Sofala. O eleito será, consequentemente, candidato às eleições gerais, a 15 de Outubro próximo.

O Conselho Nacional da “perdiz” decidiu que o sexto congresso realizar-se-á de 15 a 17 de Janeiro. O gabinete que vai assegurar a concretização do encontro e receber as candidaturas está em preparação.

O sucessor de Afonso Dhlakama deve reunir “no mínimo 15 anos de militância no partido, idade mínima de 35 anos (…) e ter quotas em dia nos últimos dois anos”, de acordo com o porta-voz José Manteigas.

Entre vários requisitos, deve ainda ter exercido uma das seguintes funções: “combatente da luta pela democracia, secretário-geral do partido, membro do Conselho Nacional, membro da Comissão Política, membro do Conselho Jurisdicional, presidente do Conselho Provincial ou delegado político Distrital ou Provincial.”

Elias Dhlakama, ex-chefe do Comando dos Reservistas das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), em Outubro último passou à reserva e é apontado como um dos prováveis sucessor de Afonso Dhlakama. Porém, ele nunca foi secretário-geral do partido, nem combatente da “luta pela democracia”, também conhecida como a guerra dos 16 anos.

Sobre o assunto, José Manteigas explicou a jornalistas que o congresso tem a prerrogativa de decidir sobre alguns casos excepcionais, tais como a inelegibilidade ou não do irmão de Afonso Dhlakama.

Segundo o político e deputado parlamentar, os regulamentos do partido abrem excepções relação aos requisitos dos membros candidatos à presidência da Renamo. E pode ser que Elias Dhlakama “seja abrangido por uma das excepções.”

@Verdade