A fraude foi detectada no exame da 2ª época de Física na cidade e província de Maputo. O sector acredita que pode haver mais pessoas envolvidas no caso.

Os exames da segunda época, deste ano, foram manchados por fraude principalmente no exame de física de 12ª classe, na cidade e província de Maputo. As evidências de circulação da resolução do referido exame obrigaram o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano a anular a prova nas duas províncias. O sector diz que as investigações continuam, entretanto, já há detidos. “São sete os indivíduos detidos em conexão com esta situação, porque conseguimos descobrir qual foi o esquema de saída dos exames, principalmente de Física, e de Geografia, se não estiver enganada. Sendo assim esses indivíduos deverão responder pelos seus actos”, detalhou Conceita Sortane para depois avançar a proveniência dos implicados.

“São funcionários do nosso ministério. Alguns da administração e outros professores. O que acontece é que alguns que tinham acesso aos exames violaram os embrulhos, subtraíram os exames e começaram a fazer aquela propaganda barata, de má-fé porque enganaram as pessoas”, descreveu a dirigente.

Sem avançar a disciplina, a dirigente avançou que há um outro exame que foi anulado no dia anterior a sua realização por se ter suspeitado de que havia sido roubado. “O que fizemos é que imediatamente anulamos a prova e fizemos uma outra. Quando os alunos – que já tinham as respostas do exame anulado – chegaram às escolas ficaram muito aflitos porque se aperceberam da situação, mas isso é resultado da preguiça desses alunos que não gostam de estudar”, defendeu.

“Informações preliminares dão conta de que o pessoal da administração violou as caixas e passaram os conteúdos aos professores, porque eles não têm competências pedagógicas para resolver as questões. Por isso que nesse grupo temos dois professores, mas acreditamos que haja mais pessoas envolvidas nessa fraude, por isso que a investigação continua”, garantiu a governante.

Apesar deste facto que manchou os esforços do sector, Conceita Sortane, considerou que o ano de 2018 foi positivo no que se refere ao aumento de infra-estruturas escolares e ao cumprimento do pagamento de salários e horas extras aos professores.

O País