Uma escritora chinesa foi condenada a dez anos e meio de cadeia pela publicação de um romance erótico com protagonistas homossexuais, uma pesada sentença que está a causar choque e indignação no país, foi esta segunda-feira noticiado.

De acordo com o jornal South China Morning Post, a escritora de apelido Liu, mas mais conhecida como “Tianyi”, foi condenada no mês passado por “produzir e vender material pornográfico”.

O caso só foi tornado público na passada sexta-feira, na televisão chinesa. O romance “Occupy” de 2017, que vendeu mais de sete mil cópias na Internet, retrata um caso de amor proibido entre um professor e um estudante.

De acordo com uma estação televisiva chinesa, o romance estava cheio de “representações gráficas de sexo homossexual masculino”.

Na China a pornografia é ilegal, mas a pesada sentença aplicada a Liu lançou a polémica nas redes sociais. Muitos utilizadores apontaram crimes como violação, violência e homicídio culposo como crimes mais graves mas com sentenças menores.

De acordo com o mesmo jornal, na China alguém condenado por violação é condenado a uma pena de prisão de três a 10 anos.

De acordo com o tribunal chinês, vender mais de 5.000 cópias de livros pornográficos ou ganhar mais de 10.000 yuanes (cerca de 1260 euros) através da sua venda é considerado uma “circunstância especialmente grave”.

CM