O Governo não vai descansar enquanto os grupos armados que têm protagonizado ataques nalguns distritos da província de Cabo Delgado, causando morte de civis, destruição e saque de infra-estruturas públicas e particulares não forem neutralizados.

A garantia foi dada ontem pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que afirmou que as Forças de Defesa e Segurança destacadas para a reposição da ordem e tranquilidade nestas regiões vão continuar firmes e implacáveis no cumprimento da sua missão.

“Não descansaremos enquanto os autores destes crimes não forem neutralizados e responsabilizados pelos seus actos. Para isso, as nossas Forças de Defesa e Segurança estão no terreno, firmes e implacáveis”, reiterou Filipe Nyusi, na sua declaração à nação por ocasião do Dia da Independência, proferida na Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo.

O Chefe do Estado defendeu a necessidade de ponderação e reflexão profundas sobre as motivações que estão por detrás da actuação desses grupos, aos quais chamou de malfeitores.

Porém, Nyusi disse que a posição do Governo é que qualquer reivindicação popular, justa ou não deve ser apresentada nos locais apropriados e, por via do diálogo, procurarem-se as melhores soluções para os problemas identificados.

Neste desafio, o Governo vai contar com a ajuda da população, no sentido de manter a calma e colaborar na denúncia de qualquer tentativa de actuação dos homens armados.

Reiterou que em momentos como estes se exige muita ponderação para que não se tomem decisões precipitadas, assegurando que o Governo está à procura de soluções produtivas e estratégicas, internas e externas, que permitam uma actuação objectiva e que destaque o papel do Estado.

Garantiu que o Executivo vai continuar a envidar esforços, usando todos os meios, para que os ataques cessem o mais rapidamente possível, dentro do respeito dos direitos humanos e da dignidade humana.

O Presidente da República destacou que muitos moçambicanos e cidadãos supostamente de origem estrangeira e membros desses grupos já foram capturados pelas Forças de Defesa e Segurança e entregues à justiça.

“Acompanhamos com indignação os actos perturbadores da tranquilidade, perpetrados por estes homens. São actos hediondos que repugnam a todos, porque atentam contra a ordem pública, semeando luto e dor às famílias moçambicanas, para além de provocar pânico entre a população”, lamentou o Chefe do Estado.

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