Um grupo de estudantes do segundo ano até aqui não identificado protagonizou no passado dia 10, na Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal, em Mocuba, um baptismo a estudantes Caloiros.

A cerimónia que foi ilegal, tendo em conta que os referidos estudantes, através de uma comissão criada para o efeito, submeteu uma documentação para autorização da cerimónia protagonizaram actos de vandalismo.

Os Caloiros foram submetidos a cenários de autêntica tortura, submetidos a cheirar fezes, urina, as meninas muitas delas foram cortadas cabelos e submetidas a posições como se tratasse de prática de acto sexual.

Foi, na verdade, uma cena de tristeza que só veio a manchar a direcção e a respectiva faculdade. Artemísia Nhantumbo, que falou à nossa reportagem, contou que o que se viveu naquele dia não foi nenhum baptismo mas uma situação de castigo”. Nunca vi nenhum baptismo igual. Nós fomos sujeitos a colocação de fezes nas nossas narinas, colocaram espermatozóide e até urina. Imagina se existe alguém seropositivo dentre os que nos fizeram tamanhas barbaridades. Certamente que estamos em vias de uma possível contaminação”, disse.

Quitéria Jorge, outra estudante, contou que foi sujeita a corte de cabelo pelos referidos estudantes. “Eles estavam a dizer que bicho não cria cabelo por isso tínhamos que só obedecer o que eles falavam. O meu cabelo hoje foi cortado e eu vou fazer o quê? Cheguei a casa e apenas comecei a chorar”, disse.

Carimo Riham, representante da comissão que organizou o suposto baptismo, contou que submeteram uma carta à direcção da faculdade, que, no entanto, não foi autorizada pois a mesma foi encaminhada ao sector pedagógico e núcleo dos estudantes para devida coordenação.

Riham reconhece que agiram sem autorização e que o que estava planificado não chegou a acontecer. Segundo explica, parte dos estudantes do segundo ano, que deviam levar acabo o baptismo dos caloiros, chegou grosso e começaram a cometer situações de desordem.

Já Gilberto Marques, representante do núcleo dos estudantes que aponta o  baptismo como ilegal, referiu que a faculdade anualmente levou acabo cerimónias de baptismo dos caloiros, mas que o que se verificou no passado dia 10 não coloca em causa o bom nome da faculdade. O núcleo não fez parte da alegada cerimónia e muito menos foram autorizados pela direcção.

A direcção da Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal de Mocuba já reagiu ao sucedido. O respectivo director, Dinis Gimo, diz que não autorizou nenhum estudante para a cerimónia, sendo que a acção é ilegal. A fonte diz que, quando chegou o dia para efectuarem o baptismo sem autorização, os estudantes do segundo ano fecharam todos os acessos da faculdade para distrair o resto da comunidade académica e docentes e que por sua vez iniciaram com a desordem.

Na qualidade de responsável, Gimo diz que, quando chegou à faculdade naquele dia, estranhou ver acessos para o local da zona onde decorria o baptismo ilegalmente encerrados. Todavia, logo que “vi a situação mandei imediatamente parar para o retomo da vida na faculdade”.

Já o Director Provincial da Ciência Tecnologia Ensino Técnico e Profissional, Cardozo Meque, diz que os estudantes que protagonizaram a acção serão expulsos da instituição.

O País