Um homem jogou ácido em sua esposa por ela ter dado à luz uma menina, e não um menino como ele queria. O ataque aconteceu nessa quinta-feira (08), quando o mundo celebrava o Dia Internacional da Mulher.

A jovem de 25 anos, identificada como Farah, ficou com queimaduras graves depois de ser atacada com ácido enquanto dormia na casa onde vive com toda a família do marido, Siraj, de 32 anos, em Moradabad, na Índia. O agressor, também conhecido como Bhura, justificou o ataque afirmando que a esposa “não valia o dinheiro que ele gastou com seu dote, por só gerar filhas mulheres”.

De acordo com o Daily Mail, depois das denúncias de Farah, descobriu-se que Siraj é procurado pelas autoridades indianas por ter protagonizado acidentes durante uma perseguição policial. Entretanto, o rapaz ainda não foi detido pelos crimes.

Agressões e pressão familiar

Levada ao hospital pela irmã Nusrat Jahan, a esposa do agressor recebeu auxílio médico, ficando em estado grave por conta das queimaduras no rosto, mãos e abdómen. Segundo Janah, a jovem se casou com o indiano há oito anos, mas começou a sofrer agressões no ano passado, quando a primeira filha do casal nasceu.

Farah afirmou que a família de Siraj passou a persegui-la, chegando a castigá-la e agredi-la pelo nascimento de uma mulher.

“Tenho passado por tempos difíceis desde que minha primeira filha nasceu. Meu marido e meus sogros têm me culpado e cobrado o meu dote. Eles me dizem que eu não tenho valor por não ter lhes dado um herdeiro homem”, contou.

A mulher ainda contou que, no ano passado, sofreu ameaças da família de Siraj, sendo obrigada a voltar para a casa dos seus pais para buscar dinheiro. O montante serviria para ela “se desculpar por não ser capaz de dar a vida a um homem”.

“Eles começaram a me bater depois que me recusei a ir para a casa de meus pais buscar o dinheiro que tanto queriam. Siraj se tornou um homem agressivo, mas pensei que conseguiria suportar as torturas diárias pelo bem-estar de minhas filhas. Nunca imaginei que ele me atacaria com ácido. Nunca mais vou perdoá-lo”, concluiu.

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