O pelouro do Mar, Águas Interiores e Pescas de Sofala acaba de apreender na Beira, cerca de oito toneladas de peixe e camarão juvenis, quantidades capturadas no período de veda nas águas do Dondo e Muanza. A proibição de extracção de peixes e não só, foi decretada a 31 de Dezembro de 2017 e vai até 31 de Março do corrente ano.
Falando ao “Diário de Moçambique” sobre o assunto, o chefe da fiscalização daquela direcção provincial, César Maphossa, explicou que devido ao facto de o texto legal sobre a veda incluir a proibição do transporte e o comércio do pescado capturado neste período, o seu sector apreendeu igualmente a embarcação e a viatura nas quais eram transportados o peixe e o camarão juvenis.
Ele referiu que as referidas quantidades foram capturadas por meio de arte de arrasto por pescadores artesanais, os quais não foram ainda encontrados.
“O produto apreendido terá dois destinos. Se estiver deteriorado será incinerado, mas caso não será canalizado à instituições de caridade” – disse Maphosa.
A anotou que a embarcação e o camião que transportavam o produto só serão restituídos aos proprietários mediante o pagamento das multas, que variam entre 100 e 300 mil meticais, para o primeiro e segundo meio de transportes, respectivamente.
“A embarcação transportava cerca de 2.7 toneladas e saía de Muanza para abastecer o mercado da Beira, enquanto o camião, com 5.2 toneladas, partira da costa do Dondo também para Beira. Mas este último tentou empreender uma fuga, mas foi encontrado na zona da Casa Partida” – referiu, fazendo saber que os referidos meios encontram-se sob custódia da equipa multissectorial de fiscalização.
A fonte explicou que passados oito dias úteis (reservado para o pagamento das multas) os meios serão convertidos a favor do Estado de acordo com o texto legal.
“O que pretendemos de facto é desencorajar esta prática para que a pesca seja sustentável” – assinalou a fonte.
Ele referiu que as quantidades apreendidas são uma amostra que preocupa o sector das Pescas e são por outro lado um indicativo de que se regista um desrespeito total do aviso de veda, facto que pode perigar a reprodução das grandes pescarias na próxima época pesqueira.
“Pretendemos que quando a época iniciar, todos os pescadores artesanais, semi-industriais e industriais consigam obter uma captura sustentável” – disse Maphossa, apelando os pescadores no sentido de cumprir com o preceituado no aviso de veda sob pena de esta prática se reverter em multas.
Diário de Moçambique

















