Dois agentes da PRM que, embriagados, dispararam contra duas pessoas na Beira, em momentos diferentes, e que viriam a perder a vida, há cerca de dois anos, acabam de ser expulsos da corporação e estão à contas com a justiça.

O terceiro agente pediu dispensa para alegadamente visitar os parentes na capital do país, e, mesmo antes de ser autorizado, viajou e só retornou ao seu posto quatro anos depois, segundo Alfredo Mussa, Comandante provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala.

O primeiro caso de disparo e morte ocorreu em Fevereiro de 2016. Um agente da polícia que estava afecto à terceira esquadra  da polícia, na Beira,  que responde pelo nome de Ali Saíde, devidamente fardado, abandonou o seu posto de trabalho e foi consumir bebidas alcoólicas numa barraca. Um jovem que se encontrava próximo do local, recorreu ao seu telefone para tirar uma foto ao polícia. Ali Saíde pegou na arma e atirou mortalmente contra o cidadão.

O segundo caso ocorreu em Junho de 2016. Um outro agente, afecto à primeira esquadra, também abandonou o seu posto de trabalho e foi consumir bebida alcoólica numa barraca. Surgiu uma briga com outros consumidores e ele recorreu a sua arma e baleou mortalmente um cidadão.

Nos dois casos, os autores dos crimes foram detidos e o tribunal condenou-os a penas acima de 24 anos. Ao mesmo tempo, corriam processos disciplinares que culminaram com a expulsão dos mesmos.

O terceiro caso de expulsão, de acordo com   Mussa,  envolve um guarda estagiário da polícia,  denominado Arsénio Julião Tovele, que pediu dispensa em 2013, para alegadamente visitar seus parentes em Maputo. Mesmo sem ser autorizado, ele viajou e regressou quatro anos depois e solicitou a reintegração na corporação, que foi rejeitada e foi expulso.

Alfredo Mussa disse que a atitude da sua corporação visa apelar ao cumprimento da lei no seio da PRM.

O País