As autoridades da Guiné detiveram uma curandeira por suspeitas de enganar mais de 700 mulheres com problemas em engravidar.
A detida dava às vítimas uma mistura de folhas, ervas e medicamentos que dizia resolver os problemas de fertilidade, contudo, apenas fazia inchar a barriga.
As pacientes pagavam pela “cura” cerca de 26 euros, mais de metade do ordenado médio do país.
Segundo os jornais locais, as autoridades acreditam que a mulher enganou mais de 700 mulheres, entre os 17 e os 45 anos, o que fez com que ganhasse milhares de euros. Quando viam a barriga a inchar, as mulheres acreditavam que estavam grávidas.
“Durante a primeira visita, ela deu-me alguns medicamentos com folhas e ervas, que me fizeram vomitar. Assegurou que o remédio era bom para nós. Continuei a tomar e o meu estômago começou a ficar inchado”, disse uma das vítimas de burla adiantando que a curandeira pediu que não fosse ao médico.
De acordo com as mesmas publicações, algumas das mulheres mantiveram a “aparente” gravidez durante 16 meses. Ao ser detida, a curandeira afiançou que não fez nada de errado: “Trabalho muito para ajudar as mulheres a realizar os seus sonhos, mas o resto está nas mãos de Deus”.
Contudo, os médicos que atenderam as vítimas garantem que estas corriam sérios riscos.
A mulher aguarda agora julgamento por vários crimes.
O alto número de clientes desta mulher reflecte a crença dos guineenses nos curandeiros. Em 2006, a Organização Mundial da Saúde informava que 80% dos africanos faziam tratamentos com curandeiros.
CM














