O Comandante-geral da Polícia visitou, esta segunda-feira, a província de Maputo para auscultar as principais preocupações da população sobre a ordem e tranquilidade públicas.

A digressão por Maputo província começou pelo distrito de Magude, onde Bernardino Rafael escalou o Comando Distrital da PRM e desde logo criticou a falta de comunicação entre a direcção do comando e os agentes, assim como a morosidade na tramitação de despachos ligados a progressão do efectivo policial: “sabemos que estão em Magude mas devem nos dar a conhecer o que está a conhecer do distrito. Os donos da polícia são o efectivo”, avisou. E após o aviso foi interagir com a corporação, elogiando a sua contribuição para que o ano 2017 fosse considerado mais calmo e tranquilo, em relação a 2016.

Já na interação com o povo de Magude, num dos postos administrativos do distrito, a população reclamou da inoperância do comandante distrital e da sua ausência nas acções de patrulha levadas a cabo pela polícia em parceria com a comunidade para o combate a criminalidade, com destaque para o roubo de gabo bovino. “Nas patrulhas de combate à criminalidade, andamos sempre com a chefe de operações- Pedimos que o comandante distrital seja mais firme no combate ao crime” denunciou Timóteo Nguenha, acrescentando que seu nome já foi revelado após denunciar um grupo de supostos ladrões de gado.

Bernardino Rafael ouvia atentamente às colocações e não tardou para anunciar a sua decisão: “se ele não consegue Magude, aquela mulher pode ser comandante. Vocês já disseram que ela forte. Mas eu sei que o comandante também é forte, então se a mulher é forte fica comandante distrital e o comandante (actual) vai ficar na esquadra”, anunciou, seguindo-se aplausos dos presentes. Na verdade, o Comandante-geral da Polícia já tinha manifestado admiração pela “força” de liderança da Chefe de Operações que dirigiu a formatura na visita do comandante ao comando distrital.

Por outro lado, a população queixou-se da frequente libertação de cidadãos acusados de roubo de gado bovino, que o comandante – que já havia ouvido a mesma preocupação em outros pontos escalados, a exemplo de Chibuto, Chokwé e Guijá na província de Gaza – assegurou que irá interagir com a Procuradoria-Geral da República e o Tribunal Supremo para esclarecerem às comunidades os critérios para a soltura dos indivíduos detidos pela corporação.

Ainda esta segunda-feira, o Comandante-geral visitou com a mesma agenda os distritos da Manhiça e Marracuene.

O País