O chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Lutero Simango, convocou a imprensa para, primeiro, anunciar que a partir de amanhã os deputados do seu partido não estarão na Assembleia da República, uma vez que viajam para Nampula para o II Congresso que acontece naquela cidade nortenha de 05 a 08 de Dezembro corrente.

Vamos ao Congresso com muita força, com a presença máxima dos deputados da Assembleia da República”, anunciou Lutero Simango. Se, por um lado, o MDM está seguro da presença dos seus membros naquele evento, o mesmo não pode dizer em termos de segurança. É que desde a morte de Mahamudo Amurane, Nampula está em reboliço e o terreno parece bastante movediço. Pior quando nesse clima de tensão entram mais actores: “um deputado da bancada da Frelimo, o senhor Vasco Moreira, apareceu a dizer que o MDM não devia realizar o seu II Congresso na cidade de Nampula porque vai ser um Congresso manchado, não aceite pela população de Nampula e também proferiu algumas ameaças que julgamos serem de grande importância que a Procuradoria-Geral da República esteja atenta, incluindo as autoridades policiais. Queremos reafirmar aqui que o II Congresso do MDM foi convocado no ano passado”, denunciou a fonte e não se ficou por aí.

Falou do assassinato do edil Mahamudo Amurane, tendo acusado a Frelimo de ser parte interessada pelo desaparecimento físico daquele, com uma explicação, na sua lógica: “e nós sabemos, de acordo com a história que Lázaro Kavandane e Joana Simião foram eliminados fisicamente pelo partido no poder. Portanto, o interesse na eliminação do companheiro Amurane, é obviamente do interesse do partido no poder para que não surja na região Norte uma figura incontestável”.

Criado em 2009, o Movimento Democrático de Moçambique surgiu como uma força política alternativa e em pouco tempo ganhou a simpatia da população, sobretudo nos centros urbanos. Entretanto, o péssimo resultado nas eleições gerais de 2014 e o assassinato de Mahamudo Amurane que chegou a edil de Nampula pelo MDM, em 2013, baixou de popularidade e vive actualmente o pior momento da sua história recente.

O País

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