O governo moçambicano desmentiu as informações veiculadas por certos meios de comunicação social segundo as quais a aeronave acabada de adquirir é para o Presidente da República, Filipe Nyusi.

Trata-se de um Bombardier Challenger, de 15 lugares, adquirido por cerca de 560 milhões de meticais.

Essas informações são veiculadas não obstante o facto de o Fundo de Desenvolvimento dos Transportes (FTC), na pessoa do respectivo director executivo, Simão Mataruca, ter informado, na quarta-feira, que a aeronave foi adquirida pela empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e se destina ao segmento executivo da sua subsidiária, a MEX.

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, foi abordado por jornalistas, hoje, para esclarecer esta situação.

Mesquita confirmou a compra da aeronave, mas sublinhou que a mesma não foi adquirida para o Presidente da República.

“A aeronave não foi adquirida para Sua Excia o Presidente da República. É uma aeronave para a LAM, para a MEX, com matrícula civil, uma aeronave que tem propósito específico em voos executivos, cujo segmento se está a mostrar bastante atractivo”, vincou.

Mesquita não fechou as portas para um possível uso da aeronave pelo Presidente da República, pois foi adquirida para fins comerciais, pelo que a “Presidência da República pode ser um cliente atractivo para esse segmento de negócio da MEX“.

Se a Presidência achar que também quer usar essa aeronave, em voos domésticos, para o Presidente da República ou, até mesmo, intercontinental, dentro de acordos que poderão ser estabelecidos, ele poderá fazer uso“, acrescentou.

O governante explicou que a aeronave foi adquirida com o objectivo de minimizar o défice na frota da LAM, para atender à crescente demanda e a estratégia operacional, bem como para a empresa posicionar-se num mercado cada vez mais competitivo, em um espaço aéreo liberalizado.

Mesquita anunciou que deverão ser adquiridas mais duas aeronaves (Bombardier Q400) com o mesmo objectivo de reforçar a frota da LAM.

Essas Bombardier não foram compradas. Estão a vir no regime de leasing. Tudo está no enquadramento de rentabilizar a LAM e trazer mais capacidade operativa e segura para a empresa, para que saiba enquadrar-se num mercado cada vez mais competitivo“, informou.

Contudo, o ministro referiu que, mesmo com mais dois aviões, a LAM continuará a registar um défice de aeronaves na sua frota.

AIM

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