Um casal de adultos sofreu ferimentos graves, há dias, no distrito de Maringué, província de Sofala, em consequência do rebentamento de um engenho explosivo quando o manuseava tentando extrair mercúrio.
O caso aconteceu no dia 04 de Novembro em curso, na zona de Matombo, de acordo com Inácio Dina, porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM).
Segundo ele, para além de deixar sequelas severas nas vítimas, que se encontram internadas no Hospital Central da Beira, o artefacto pós término à vida de um cão e cinco patos.
O gente da instituição que tem como função garantir a segurança e a ordem públicas e combater infracções à lei falava terça-feira (14), no habitual briefing à imprensa, com vista a dar a conhecer as principais ocorrências sobre a segurança e ordem públicas e rodoviária no país.
Há dois anos que Moçambique foi oficialmente declarado livre [a 17 de Setembro de 2015] de minas antipessoais, após 22 anos de desminagem.
Todavia, o caso acima narrado, que, felizmente, não acabou de forma trágica, é um exemplo de que ainda é possível achar uma ou outra mina cuja existência exacta é desconhecida em alguns pontos do país, sobretudo onde o conflito armado que durou 16 anos teve mais impacto e tinham sido instaladas bases militares.
Aliás, no dia em que Moçambique foi declarado livre de minas antipessoais, Calvin Ruysen, director regional para a África do Sul da Halo Trust, uma organização não-governamental (ONG) anglo-americana especializada na remoção de minas antipessoais, alertou que havia sempre a possibilidade de um ou outro engenho explosivo ser ainda encontrado por não se saber da sua existência.
Em Setembro deste ano, quatro cidadãos da mesma família, com idades que variam de 11 a 25 anos, morreram, no distrito de Mocuba, na Zambézia, vítimas de rebentamento de uma mina antipessoal quando se encontravam a caçar ratazanas, prática considerada comum nas zonas rurais e que faz parte da estratégia de sobrevivência de algumas comunidades assoladas pela fome.
@Verdade















