Ministério Público acusa o Director Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia de lesar o Estado em perto de três milhões de meticais.

Armindo Primeiro é acusado de ter aberto um falso concurso de adjudicação de uma obra.

Armindo Primeiro e outros 5 cúmplices, funcionários daquela instituição e o empreiteiro, agora em fuga, são acusados de simulação, participação económica em negócios e abuso de cargo ou função.

O processo com o número 375/2016, foi remetido no mês passado ao Tribunal Judicial Provincial da Zambézia.

O facto remonta a finais de 2014, quando supostamente a então Direcção Provincial de Educação e Cultura, adjudicou uma obra, sem concurso público, para a reabilitação da casa de Cultura de Chinde.

Sem que a obra tivesse iniciado, a instituição pagou ao empreiteiro a totalidade do valor, alegando a conclusão da reabilitação.

Contudo, desde então, a casa de Cultura do distrito de Chinde, aguarda pela execução das obras.

O facto foi confirmado pelo substituto do Procurador Chefe Provincial, Amâncio Zimba, esta quarta-feira, à Comunicação Social.

A Rádio Moçambique contactou o director Provincial de Educação e Desenvolvimento Humano da Zambézia, Armindo Primeiro, mas este recusou-se a prestar qualquer declaração em torno do assunto.

RM