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A relação entre o edil de Nampula, Mahamudo Amurane, e o seu partido, o MDM, piorou nos últimos dias. O autarca avisa que, nas próximas autárquicas, poderá concorrer como independente, mesmo sem o apoio do MDM.

Há vários meses que o edil de Nampula, Mahamudo Amurane, tem uma relação turbulenta com o seu partido, o Movimento Democrático de Moçambique. A situação piorou, porém, há duas semanas, quando os membros do MDM na Assembleia Municipal chumbaram uma proposta para a construção de uma Biblioteca Municipal, em homenagem ao primeiro arcebispo de Nampula, Dom Manuel Vieira Pinto.

O edil critica o seu partido por estar a inviabilizar projectos de “vital importância”. E avisa que, nas autárquicas de 2018, se vai recandidatar, com ou sem o apoio do MDM.

Se respirar e tiver a cabeça no juízo como estou tendo agora, naturalmente, podem contar [comigo] na política, mesmo sem o MDM“, afirma Amurane, que pretende fica na política ativa “durante 50 anos”.

O edil, que integra também a Comissão Política Nacional do segundo maior partido da oposição em Moçambique, não comenta se está a pensar criar o seu próprio partido ou filiar-se noutro, como se tem especulado na autarquia – espera apenas contribuir “para o bem-estar” da população.

Amurane tem afastado vários membros do MDM de cargos públicos, incluindo António Gonçalves, o presidente da Comissão Política Provincial do MDM em Nampula, que chefiava a Empresa Municipalizada de Saneamento. Em substituição, o edil empossou quadros considerados da sua ala.

DW

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