Cinco agentes da Polícia foram detidos, na madrugada desta segunda-feira, depois de alegadamente facilitarem um esquema de roubo de cerca de dez mil litros de diesel, no Parque Industrial da Matola.

Trata-se de agentes que tinham sido confiados a missão de proteger o local, devido a acções recorrentes de roubo de combustível naquele local. Segundo contam as autoridades, o grupo violava condutas e sugava o combustível para recipientes que se encontravam nas viaturas. Agora detidos, os implicados negam as acusações e garantem que não viram a movimentação das viaturas. “Não sei nada de roubo, não sei a que hora entraram os carros. Toda a equipa não se apercebeu da movimentação. Quando chegámos por volta das 19h30, fechámos as cancelas”, defendeu-se um agente.

Um outro agente, do sexo feminino, disse que, durante o sucedido, estava a dormir e ficou assustada quando despertou. “Estava a dormir no controlo. Quando me acordaram, disseram-me que tinha que entrar no carro e até pensei que fosse o chefe de inspecção, porque estava a dormir em serviço. Não tinha noção do sucedido. Naquele dia fazia frio, não resisti e dormi. Não participei nesse crime nem sei o que terá acontecido”, justificou-se a agente.

Entretanto, a PRM na província de Maputo não tem dúvidas de que os agentes facilitaram o roubo do combustível em causa. “Encontrámos as viaturas no interior do parque contendo 9 770 litros de diesel. Esses agentes estavam escalados para proteger a área, mas, ao invés de desempenharem o seu papel, participaram no roubo. Neste momento, estamos a trabalhar no sentido de identificar os proprietários das viaturas”, disse Emídio Mabunda, porta-voz da PRM.

De salientar que, durante a operação policial, os proprietários das viaturas puseram-se em fuga, mas para trás deixaram telemóveis e documentos. Neste momento, os cinco agentes implicados estão detidos e poderão responder disciplinar e criminalmente pelo sucedido.

Lembre-se que esta não é a primeira vez que se reporta casos de roubo de combustível naquela zona industrial. No ano passado, uma explosão no terminal de cereais matou mais de uma dezena de pessoas que estavam a roubar o líquido.

O País