Dois membros da Renamo estão dados como desaparecidos em Honde, Báruè, província de Manica, quando pretendiam reabrir a sede do principal partido da oposição numa zona assolada pelo conflito, disse à Lusa fonte partidária.

Dois membros da Renamo estão dados como desaparecidos em Honde, Báruè, província de Manica, centro de Moçambique, quando pretendiam reabrir a sede do principal partido da oposição numa zona assolada pelo conflito, disse à Lusa fonte partidária.

Os dois militantes foram atacados por um grupo de desconhecidos quando aguardavam pela audiência com o chefe do posto administrativo de Honde, para reabrir a sede local da Renamo, que ficou abandonada na sequência do conflito político-militar, e desde a vigência da trégua, tem içada a bandeira da Frelimo, disse Celestino Daimone, delegado político da Renamo em Báruè.

Por causa da reconciliação e paz, os partidos foram permitidos a reerguer as suas sedes, e é neste âmbito que criei uma brigada na segunda-feira, tendo arrancado para Honde, com a missão de reabrir a sede, mas antes tinham que se apresentar as autoridades (polícia e governo local)“, acrescentou à Lusa Celestino Daimone.

O dirigente político salientou que os dois militantes não encontraram o chefe da polícia local e dirigiram-se para o posto administrativo, para um encontro com o representante do governo, que lhes disse para aguardarem.

Enquanto esperavam, prosseguiu, os dois membros da Renamo, um delegado local e um mandatário distrital, decidiram sair do pátio da administração, tendo então sido interpelados por um grupo de homens, que começou uma escaramuça, espancando os dois militantes.

Feita a confusão, comecei a interagir com o chefe da mobilização, Lucas Zacarias, que estava refugiado na Secretaria, mas dado um tempo o número (de telemóvel) ficou fora da área (desligado) e é este que é dado como desaparecido, junto com Alberto Bengala, que devia ser apresentado as autoridades como representante local da Renamo“, precisou Celestino Daimone.

Os dois quadros da Renamo, acrescentou a fonte partidária, tinham a missão de reabrir a sede do partido em Honde, epicentro da reedição em 2016 do conflito político-militar, que opôs o Governo e o maior partido da oposição.

Uma testemunha do incidente relatou à Lusa que um grupo de homens, que levava estacas e bambus, começou a acusar Alberto Bengala, de ter “estragado aqui (ter trazido homens armados)”, provocando uma escaramuça, com agressões físicas aos dois quadros da Renamo, que fugiram em sentidos opostos.

A polícia prometeu uma investigação para o esclarecimento do caso.

A Renamo retomou as suas actividades políticas normais, com a reabertura das sedes na província central de Manica, destruídas por fogo posto na sequência do conflito político-militar, após o início do segundo período de trégua de 60 dias, prolongada no início deste mês.

Sofrimento Matequenha, delegado político provincial da Renamo em Manica, disse ter sido alcançado um acordo, incluído no pacote da trégua, para que se parasse com as perseguições aos membros do partido, os quais começaram a sair dos esconderijos onde se refugiaram durante o conflito.

Moçambique vive o terceiro prolongamento da trégua, por mais 60 dias, decretada pelo líder da Renamo, Afonso Dhlakama, em Janeiro, para dar espaço as negociações de paz entre o Governo e o seu partido e que termina a 04 de Maio.

Notícias ao Minuto

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